Trabalhar a Matemática na Educação Infantil é uma tarefa importante para todos os professores que educam os pequenos, pois ela oferece benefícios ao desenvolvimento cognitivo das crianças, potencializando o raciocínio lógico, a capacidade de criação e a compreensão do mundo.
Contudo, compreendemos também que os desafios de trazer isso para o dia a dia dependem da didática, do planejamento e de produtos educacionais de qualidade para construir essas competências junto às crianças.
A aprendizagem matemática nessa etapa não deve se limitar à apresentação de números ou à repetição de sequências. Ela acontece quando os alunos exploram objetos, comparam quantidades, reconhecem formas, organizam coleções, resolvem pequenos problemas e observam relações espaciais e temporais.
Por isso, vamos abordar a Matemática na Educação Infantil, com dicas, práticas pedagógicas e desafios relacionados ao tema. Acompanhe esta leitura!
Como introduzir conceitos da Matemática na Educação Infantil?
O ensino de Matemática na Educação Infantil deve ser realizado de maneira lúdica e inspiradora.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) informa que “o conhecimento matemático é necessário para todos os alunos da Educação Básica, seja por sua grande aplicação na sociedade contemporânea, seja pelas suas potencialidades na formação de cidadãos críticos, cientes de suas responsabilidades sociais” (BRASIL, 2017, p. 263).
Na Educação Infantil, porém, a Matemática não aparece como um componente curricular isolado. Os conhecimentos são desenvolvidos por meio dos campos de experiência, das interações, das brincadeiras e das situações vividas pelas crianças.
O ensino da Matemática, nesse contexto, é visto como um eixo importante na formação do indivíduo. A construção dessas aprendizagens começa na primeira infância, momento em que a criança passa a observar quantidades, formas, tamanhos, sequências, distâncias e transformações presentes ao seu redor.
A Matemática na Educação Infantil proporciona intervenções enriquecedoras, levando experiências variadas para a sala de aula e favorecendo a aprendizagem de habilidades importantes para o desenvolvimento infantil.
A introdução aos números é um momento de destaque, pois eles estão presentes em inúmeros aspectos da vida.
O educador pode apresentar os números a partir de jogos, contagens em momentos variados, músicas, calendários, sorteios e preços, contextualizando aos poucos seus diferentes usos sociais.
Entretanto, é importante salientar que a Matemática na Educação Infantil deve ser apresentada sem imposição, como uma proposta que enriquece o cotidiano.
Essa abordagem precisa valorizar o uso social dos números, com muitas brincadeiras e jogos, contribuindo para a construção de bases sólidas por meio de uma aprendizagem significativa.
O que é numeracia na Educação Infantil?
A numeracia está relacionada à capacidade de utilizar números, quantidades, medidas, formas, padrões e estratégias de raciocínio em situações cotidianas.
Na Educação Infantil, ela não significa antecipar contas formais ou exigir que a criança memorize procedimentos. O objetivo é criar oportunidades para que ela observe, compare, conte, estime, classifique e resolva pequenos desafios.
A numeracia pode aparecer quando a criança:
- verifica quantos colegas estão presentes;
- compara qual torre possui mais blocos;
- distribui materiais entre os participantes;
- identifica o maior e o menor objeto;
- percebe uma sequência de cores;
- calcula quantos pratos faltam para organizar a mesa;
- reconhece números em calendários, casas ou embalagens;
- utiliza referências como perto, longe, dentro e fora.
Essas experiências contribuem para o desenvolvimento do raciocínio lógico e ajudam a criança a compreender como a Matemática está presente na organização da vida cotidiana.
Quais campos de experiência da BNCC estão relacionados à Matemática?
O campo de experiência mais diretamente relacionado à Matemática é Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
Nele, as crianças exploram o ambiente, os objetos, os fenômenos naturais, as relações espaciais, as medidas, as quantidades, as sequências e as transformações.
Entretanto, a aprendizagem matemática também se articula com outros campos:
- Corpo, gestos e movimentos: contribui para a orientação espacial, o deslocamento e a compreensão de posições;
- Traços, sons, cores e formas: favorece a observação de formas, padrões, tamanhos e composições;
- Escuta, fala, pensamento e imaginação: permite formular hipóteses, narrar sequências e explicar estratégias;
- O eu, o outro e o nós: aparece em jogos com regras, divisão de materiais e resolução coletiva de problemas.
A BNCC organiza os objetivos de aprendizagem conforme as faixas etárias. Entre os objetivos relacionados ao pensamento matemático, estão:
- explorar e comparar propriedades como tamanho, massa, textura e forma;
- identificar relações espaciais, como dentro, fora, em cima, embaixo, entre e ao lado;
- compreender relações temporais, como antes, durante e depois;
- classificar objetos segundo seus atributos;
- contar objetos, pessoas e outros elementos em contextos diversos;
- registrar quantidades por meio de números;
- comparar objetos e figuras;
- relacionar números às respectivas quantidades;
- identificar posições em sequências;
- registrar observações e medidas por diferentes linguagens.
Entre os exemplos estão os objetivos EI02ET04, relacionado às noções espaciais e temporais; EI02ET05, sobre a classificação de objetos; EI02ET07, voltado à contagem oral; e EI03ET07, que propõe relacionar números às respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.
Esses objetivos não devem ser transformados em exercícios mecânicos. Eles orientam experiências nas quais a criança possa brincar, explorar, levantar hipóteses e comunicar suas descobertas.
Como ensinar números e operações para crianças pequenas?
Conceitos como número, quantidade e operação são abstratos. Por isso, precisam ser desenvolvidos a partir de situações concretas e compreensíveis para as crianças.
Antes de reconhecer o símbolo “5”, por exemplo, a criança precisa compreender a quantidade representada por ele. Isso pode acontecer quando ela separa cinco objetos, distribui cinco materiais ou percebe que um conjunto possui mais elementos do que outro.
O professor pode seguir uma progressão:
- explorar objetos concretos;
- comparar conjuntos;
- realizar contagens orais;
- relacionar cada palavra numérica a um objeto;
- representar quantidades com desenhos ou marcas;
- apresentar gradualmente os numerais;
- relacionar os símbolos às respectivas quantidades.
As operações também podem aparecer em situações cotidianas, sem a exigência inicial de algoritmos ou símbolos formais.
Quando duas crianças entram na sala, por exemplo, a turma pode verificar quantas estavam presentes e quantas passaram a estar. Se alguns brinquedos forem retirados de uma caixa, é possível observar quantos permaneceram.
O mais importante é que a criança compreenda a situação, explique o que percebeu e utilize estratégias próprias para chegar a uma resposta.
6 dicas para trabalhar a Matemática na Educação Infantil
Confira algumas possibilidades para inserir a Matemática na rotina das crianças sem perder a ludicidade nem a intencionalidade pedagógica.
1. Insira números durante a contação de histórias
Na primeira infância, as histórias têm papel fundamental sob vários aspectos. Ao mesmo tempo que envolvem e divertem, elas ensinam.
Aproveitar o momento de contação de histórias para adicionar a Matemática na Educação Infantil é uma oportunidade rica.
Contar o número de elementos que aparecem nas ilustrações, por exemplo, é uma forma de colocar isso em prática.
O professor também pode fazer perguntas como:
- Quantos personagens apareceram?
- Quem chegou primeiro?
- Qual objeto está mais perto?
- Havia mais animais no começo ou no final?
- Em qual ordem os acontecimentos ocorreram?
Dessa forma, a história contribui para desenvolver contagem, comparação, sequência, noção espacial e resolução de problemas.
2. Estimule a relação entre contagem e numeral
Relacionar a contagem ao numeral demanda associar a sequência oral a situações práticas.
Contar em conjunto quantos colegas vieram à aula, solicitar que as crianças contem objetos ou jogar uma bola enquanto falam os números são algumas formas de proporcionar a vivência matemática.
Também é importante desenvolver a correspondência um a um. Ao contar cinco brinquedos, a criança precisa associar cada palavra numérica a um objeto, evitando contar o mesmo elemento mais de uma vez.
Depois da contagem, o professor pode apresentar o numeral correspondente e incentivar diferentes registros, como desenhos, riscos, colagens ou escrita espontânea.
3. Trabalhe contagem e operações com elementos cotidianos
Contar os brinquedos enquanto as crianças os guardam, verificar quantos materiais faltam ou observar quantas pessoas chegaram são exemplos de como trabalhar quantidades e operações.
Também é possível verificar a quantidade de plantas que existem na escola, distribuir materiais entre os grupos ou calcular quantos copos são necessários para todos.
Essas situações ajudam as crianças a compreender que a Matemática possui uma função prática e está presente na organização da rotina.
O professor pode evitar antecipar imediatamente a resposta. Perguntas como “Como podemos descobrir?” e “Existe outra maneira de fazer?” incentivam o raciocínio lógico e a comunicação das estratégias.
4. Realize atividades de Educação Física com base matemática
Algumas oportunidades para trabalhar a Matemática são o jogo da amarelinha e os circuitos com obstáculos, pois envolvem raciocínio, sequência e planejamento.
Jogos com bola e bambolê também podem ser explorados, unindo geometria, contagem e espaço.
Durante as atividades, o professor pode trabalhar:
- ordem e sequência;
- dentro e fora;
- perto e longe;
- direita e esquerda;
- primeiro e último;
- formas geométricas;
- quantidade de movimentos;
- comparação de distâncias.
5. Desenvolva noções de espaço
Colocar um objeto dentro de outro, utilizar jogos de encaixe e posicionar elementos sob, entre ou em cima de outros são exemplos de atividades que estimulam a noção espacial.
Bambolês, túneis, tapetes, caixas de papelão e circuitos permitem que a criança compreenda o espaço por meio do corpo.
De acordo com o espaço vivido, ela planeja, experimenta e interage, integrando outros aprendizados à Matemática.
Também é possível propor a construção de trajetos, mapas simples da sala e orientações para encontrar objetos escondidos.
6. Explore noções de medida
As atividades não precisam se limitar aos números e às operações. Confira outras possibilidades:
- comparar objetos mais pesados e mais leves;
- observar quais elementos cabem dentro de determinado recipiente;
- analisar a rotina e o tempo previsto para as atividades;
- verificar quanto custam determinados produtos;
- identificar objetos quentes e frios;
- comparar a altura das crianças;
- medir espaços com passos, blocos ou palmos.
Antes de utilizar unidades convencionais, como metro ou litro, as crianças podem experimentar medidas não padronizadas.
A comparação entre resultados também gera boas perguntas. Por exemplo: por que a mesma mesa pode apresentar medidas diferentes quando cada criança utiliza os próprios passos?
Como integrar a Matemática às brincadeiras e à rotina?
A Matemática pode fazer parte da rotina sem depender de uma atividade isolada. Calendário, chamada, organização dos materiais, distribuição do lanche e arrumação da sala oferecem oportunidades de aprendizagem.
O professor precisa identificar quais conceitos podem ser explorados em cada situação e fazer perguntas que levem as crianças a observar, comparar e explicar.
Brincadeira de mercadinho
O mercadinho permite trabalhar números, quantidades, classificação, comparação, medidas e sistema monetário.
As crianças podem organizar os produtos por tipo, tamanho ou preço, criar etiquetas, preparar listas e realizar compras de faz de conta.
Também podem enfrentar pequenos desafios:
- Quantos produtos existem na cesta?
- Qual custa mais?
- Quantos itens ainda cabem na prateleira?
- Como dividir os produtos entre os clientes?
- Quais embalagens possuem formatos semelhantes?
Não é necessário ensinar formalmente cálculos com dinheiro. O objetivo é permitir que as crianças compreendam seus usos sociais e desenvolvam estratégias em uma situação significativa.
Preparação de receitas
As receitas permitem trabalhar quantidade, ordem, medida, tempo, comparação e transformação.
As crianças podem contar os ingredientes, observar recipientes, comparar quantidades e acompanhar a sequência das etapas.
Perguntas como “O que vem primeiro?”, “Qual recipiente comporta mais?” e “Quantas colheres precisamos colocar?” tornam o raciocínio matemático visível.
Como desenvolver classificação, comparação e raciocínio lógico?
O raciocínio lógico não se desenvolve apenas com números. Ele também aparece quando a criança identifica semelhanças, cria critérios, organiza sequências e explica suas escolhas.
Para trabalhar classificação, o professor pode oferecer tampas, blocos, folhas, pedras, brinquedos ou figuras.
Primeiro, as crianças podem agrupar os elementos livremente. Depois, o professor pergunta qual critério foi utilizado: cor, tamanho, formato, textura ou função.
Em outro momento, pode propor um critério específico ou solicitar que a turma descubra como determinada coleção foi organizada.
Para desenvolver comparação, são úteis perguntas como:
- Qual é maior?
- Qual grupo possui mais objetos?
- O que esses elementos têm em comum?
- Qual não pertence ao conjunto?
- Como podemos colocar em ordem?
- Existe outra forma de organizar?
Os padrões também ajudam a desenvolver o raciocínio. Sequências com cores, movimentos, sons ou objetos podem ser completadas e posteriormente criadas pelas próprias crianças.
Como tornar a Matemática lúdica sem perder a intencionalidade?
Uma atividade não se torna pedagógica apenas porque utiliza um jogo ou brinquedo.
A intencionalidade pedagógica aparece quando o professor define qual aprendizagem deseja desenvolver, escolhe os recursos adequados, observa as estratégias das crianças e planeja possíveis intervenções.
Antes da atividade, é importante estabelecer:
- qual conceito será explorado;
- quais materiais serão utilizados;
- quais perguntas podem incentivar o raciocínio;
- quais formas de participação serão oferecidas;
- quais comportamentos ou estratégias serão observados;
- como as descobertas serão registradas.
Durante a brincadeira, o educador não precisa controlar todas as ações. Sua função é observar, fazer perguntas, apresentar desafios e ajudar as crianças a comunicar o que estão pensando.
Após a atividade, uma roda de conversa pode recuperar as estratégias utilizadas. Desenhos, fotografias, tabelas simples e registros coletivos também ajudam a documentar as aprendizagens.
Matemática na Educação Infantil: obstáculos
Para ensinar Matemática na Educação Infantil, não basta apenas conhecer o conteúdo e tratá-lo como uma ciência acabada. A Matemática está continuamente em movimento, viva, dinâmica e atenta às modificações sociais.
A partir disso, um dos grandes desafios é a compreensão do docente sobre a necessidade de se afastar da mecanização e se aproximar das vivências reais.
As propostas precisam partir de questões presentes no cotidiano dos pequenos, posicionando as crianças como participantes da construção do próprio aprendizado.
Outro obstáculo é concentrar o trabalho apenas no reconhecimento visual dos numerais.
Uma criança pode identificar o símbolo “8” sem compreender a quantidade que ele representa. Da mesma forma, pode recitar uma sequência numérica sem realizar corretamente a contagem de objetos.
Trazer a Matemática para o contexto humano e expor sua face lúdica por diferentes ângulos é o caminho para o educador superar esses desafios.
Matemática nos primeiros anos
As crianças pequenas se guiam muito pelo mágico e pela ludicidade, fatores fundamentais para engajá-las nesse momento.
Nos primeiros anos de vida, a criança não mantém a atenção por longos períodos, pois sua cognição ainda está em formação.
Dessa maneira, com brincadeiras, paciência e respeito ao tempo de cada um, a Matemática na Educação Infantil pode ser inserida com músicas, jogos de encaixe, figuras geométricas e quebra-cabeças.
Outra forma de explorar é trabalhar a noção de espaço, posicionando objetos próximos ou distantes e utilizando caixas de papelão, túneis e percursos.
Trazer essas experiências para a rotina desde os primeiros anos escolares é relevante para o desenvolvimento cognitivo.
Como lidar com dificuldades de aprendizagem?
As crianças não aprendem Matemática no mesmo ritmo ou da mesma forma. Algumas compreendem rapidamente a contagem oral, enquanto outras precisam de mais experiências concretas para relacionar números e quantidades.
Entre os aspectos que merecem acompanhamento estão dificuldades persistentes para:
- acompanhar pequenas sequências;
- estabelecer a correspondência entre um objeto e uma palavra numérica;
- comparar grupos com quantidades diferentes;
- classificar objetos por um critério;
- compreender conceitos como maior, menor, dentro e fora;
- reconhecer pequenas quantidades;
- explicar como chegou a uma resposta;
- participar de jogos que envolvem regras e sequências.
Essas observações não representam, isoladamente, um diagnóstico.
Primeiro, o professor deve verificar se a criança teve oportunidades variadas de explorar o conceito e se compreendeu as orientações da atividade.
Também pode modificar os materiais, reduzir o número de etapas, realizar demonstrações, propor atividades em duplas e utilizar elementos conhecidos pela criança.
O registro contínuo ajuda a acompanhar os avanços e identificar quais intervenções funcionam melhor.
Quando as dificuldades persistem e interferem em diferentes situações, o professor deve conversar com a coordenação pedagógica e com a família para organizar formas de apoio.
Como as famílias podem desenvolver conhecimentos matemáticos em casa?
As famílias podem apoiar o desenvolvimento matemático sem transformar a rotina doméstica em uma sequência de exercícios.
Atividades simples já oferecem boas oportunidades:
- contar talheres ao organizar a mesa;
- separar roupas por cor ou tamanho;
- observar números em embalagens;
- acompanhar os dias no calendário;
- comparar preços durante uma compra;
- dividir alimentos entre as pessoas;
- preparar receitas;
- organizar brinquedos;
- montar quebra-cabeças;
- jogar dominó ou jogos de percurso;
- identificar formas presentes na casa;
- estimar quanto tempo uma atividade vai demorar.
Os adultos podem fazer perguntas, ouvir as estratégias da criança e permitir que ela tente resolver os desafios.
Quando a resposta estiver incorreta, não é necessário corrigi-la imediatamente. Perguntas como “Como você pensou?” ou “Vamos conferir juntos?” ajudam a criança a revisar o próprio raciocínio.
A escola também pode orientar as famílias sobre as habilidades desenvolvidas e sugerir brincadeiras compatíveis com a faixa etária.
Matemática durante o letramento e a alfabetização
Nesta fase, a preparação para o Ensino Fundamental se fortalece. Uma boa base matemática desenvolvida na Educação Infantil contribui para as aprendizagens posteriores.
As brincadeiras envolvendo Matemática devem ser conduzidas com objetivos e intencionalidade, desenvolvendo capacidades como imaginação, memorização, noção de espaço, percepção de mundo e atenção.
Os materiais do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, publicados em 2014, destacavam que a alfabetização matemática não se restringe aos números e ao sistema de numeração decimal, envolvendo também outras formas de raciocínio e conhecimentos necessários à participação social.
O conceito de Matemática na Educação Infantil, quando apresentado em um contexto que faça sentido e esteja relacionado ao cotidiano, continua sendo ampliado durante a alfabetização.
Não somente os números e as pequenas operações são desenvolvidos nessa fase, mas também diversas aprendizagens relacionadas à escolha de materiais, à resolução de problemas e às propostas que preparam um aluno crítico, autônomo e letrado para exercer sua cidadania.
Todas as crianças se beneficiam das atividades multidisciplinares para o aprendizado de Matemática na Educação Infantil.
Solução SAS para a Matemática na Educação Infantil
Diante de tantos desafios e aspectos a considerar, é normal surgirem dúvidas e inseguranças sobre quais ferramentas escolher para oferecer uma educação de qualidade aos alunos.
Pensando nisso, o SAS proporciona soluções que funcionam como instrumentos de ensino e facilitadores da rotina dos professores.
A Matemática é contextualizada dentro das plataformas e dos materiais do SAS, com apoio do ensino híbrido, conduzindo o aluno para a resolução de problemas e contribuindo para o desenvolvimento do raciocínio e da cognição.
Além dos materiais didáticos, o apoio pedagógico e a formação docente ajudam a equipe a planejar experiências lúdicas alinhadas aos objetivos de aprendizagem da BNCC.
Conclusão
A Matemática na Educação Infantil deve ser trabalhada por meio de experiências que envolvam números, quantidades, formas, medidas, espaço, tempo, classificação e resolução de problemas. Com jogos, brincadeiras e situações cotidianas, conceitos abstratos tornam-se mais próximos e compreensíveis para as crianças.
O SAS Educação oferece materiais, recursos e apoio pedagógico para fortalecer as práticas de numeracia e o desenvolvimento cognitivo desde a primeira infância. Conheça as soluções do SAS e descubra como tornar a aprendizagem matemática mais significativa na sua escola.
Perguntas frequentes sobre Matemática na Educação Infantil
O que trabalhar em Matemática na Educação Infantil?
É possível trabalhar contagem, comparação, classificação, sequências, formas, medidas, noção espacial, relações temporais e resolução de pequenos problemas.
Como ensinar Matemática de forma lúdica?
O professor pode utilizar histórias, músicas, jogos, circuitos, receitas, mercadinhos, materiais concretos e situações da rotina. A atividade precisa ter um objetivo de aprendizagem definido e contar com mediação docente.
Qual campo de experiência da BNCC envolve Matemática?
O campo mais diretamente relacionado é Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações, embora as aprendizagens matemáticas também possam ser integradas aos demais campos de experiência.
Qual é a diferença entre numeracia e ensinar números?
Ensinar números é uma parte do trabalho. A numeracia é mais ampla e envolve utilizar quantidades, medidas, formas e estratégias de raciocínio para compreender e resolver situações cotidianas.
Como trabalhar Matemática em casa?
As famílias podem contar objetos, preparar receitas, organizar brinquedos, comparar preços, acompanhar o calendário e utilizar jogos que envolvam sequência, quantidade, espaço e estratégia.
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