Sorry, you need to enable JavaScript to visit this website.

Segundo o Cetic.br, 92% das crianças e dos adolescentes de 9 a 17 anos já usam a internet no Brasil. A segurança na internet para crianças deixou de ser um assunto só de casa e chegou à mesa da direção, porque o que acontece num grupo de mensagens na sexta à noite costuma aparecer na sala de aula na segunda de manhã.

Para o mantenedor, a dúvida prática é clara: até onde vai a responsabilidade da escola e o que vale estruturar agora? 

Imagem
SAS Educação

Quais são os principais riscos digitais na infância e na adolescência?

Os riscos mudam de forma conforme a idade, mas quatro deles aparecem com frequência nas escolas. Conhecê-los com precisão ajuda a direção a decidir onde colocar energia primeiro, sem cair no pânico nem na indiferença.

Conteúdo impróprio e publicidade disfarçada

O contato com conteúdo impróprio acontece sem que a criança procure por ele. A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025 anteriormente citada, registrou que 8% dos usuários de 9 a 17 anos viram imagens ou vídeos de conteúdo sexual na rede. Entre os de 11 a 17 anos, 84% viram divulgação de produtos ou marcas sem identificação clara de propaganda, e 53% tiveram contato com anúncios de jogos de apostas.

Esse segundo dado costuma surpreender os gestores. A publicidade disfarçada de entretenimento chega em vídeos de influenciadores e de abertura de embalagens, formatos que crianças consomem todos os dias. Faz parte do repertório de proteção ensinar o estudante a perceber quando alguém quer vender algo.

Contato com desconhecidos e aliciamento

Entre os usuários de 11 a 17 anos, 20% já receberam mensagens ou pedidos de teor inadequado na internet, segundo a mesma pesquisa. É uma média nacional, e mostra que o contato indevido merece atenção da escola. 

Ele pode surgir em qualquer ambiente digital em que as pessoas conversam, e nem sempre vem de desconhecidos. Por isso, o mais útil é a criança saber que pode contar a um adulto de confiança quando uma conversa a deixar desconfortável, sem medo de bronca ou de perder o acesso.  

A escola não vigia o celular do aluno em casa, e nem deve. O que ela consegue é treinar o olhar da equipe para sinais de alerta: criança que muda de humor depois de usar o aparelho, esconde a tela, recebe presentes que ninguém explica ou fala de um "amigo" que ninguém conhece.

Cyberbullying

O cyberbullying nasce fora do muro e quase sempre termina dentro dele. Um apelido num grupo de mensagens, uma foto compartilhada sem autorização ou uma conversa em que a turma exclui um colega bastam para mudar o clima de uma sala inteira.

Para quem gere a escola, o ponto de atenção é o efeito. Isolamento, faltas repetidas e queda de rendimento podem ser o primeiro sintoma de algo que o estudante não consegue contar. 

Nesse contexto, uma equipe que sabe ler esses sinais, com apoio de psicopedagogo e orientação educacional, age antes de o caso chegar às famílias em tom de crise.

Vazamento de dados pessoais

Nome completo, escola, turno, localização e foto de uniforme são dados pessoais que, juntos, mostram a rotina de uma criança. Cuidar deles é um hábito que a escola pode ensinar, e perfis com acesso restrito e atenção ao que se publica já ajudam muito.

A própria instituição também lida com esse tema, porque guarda dados de alunos e de famílias e divulga imagens dos estudantes. 

O caminho é a conscientização: com a equipe, o treino cobre o tratamento de dados, o uso de imagem e o fluxo diante de um incidente. Já com os alunos, a conversa se adapta à idade e trata de privacidade e do que vale compartilhar.

Por que a segurança digital virou tema de gestão escolar?

A resposta mais simples é que as famílias olham para a escola em busca de orientação. De acordo com a mesma pesquisa do Cetic.br, 41% dos responsáveis citam a escola entre as fontes de informação sobre uso seguro da internet. Metade deles recorre ao próprio filho (50%), e só 37% usam recursos técnicos para limitar com quem a criança pode conversar.

Esses números revelam duas coisas. A primeira é que existe espaço de confiança para a escola ocupar. A segunda é que muitas famílias ainda aprendem junto com a criança, sem apoio estruturado. 

Quando a instituição assume essa conversa, fortalece o vínculo com as famílias e reforça a reputação de um lugar onde o estudante é cuidado de forma integral. Esse cuidado também mostra aos pais que a internet não é uma vilã. É uma ferramenta que rende bons frutos quando usada com atenção e bom senso.

Há também um ganho de gestão. Escolas com protocolos claros gastam menos tempo com crises, respondem aos casos com mais segurança jurídica e passam às famílias a imagem de uma direção atenta. Na hora de decidir a matrícula, esse tipo de percepção pesa.

O que a escola pode estruturar para proteger os estudantes?

Proteção digital não depende de um projeto gigante. Depende de quatro frentes bem combinadas, que a escola pode implantar em etapas e ajustar a cada ano.

Orientação às famílias

O primeiro passo é levar a conversa para os pais. Encontros curtos por segmento funcionam melhor do que uma palestra única, porque os riscos do Ensino Infantil são diferentes dos do Ensino Fundamental e dos do Ensino Médio. Na Educação Infantil, o foco está em tempo de tela e conteúdo adequado à idade. No Médio, entram redes sociais e exposição de imagem.

Nesse sentido, um guia de uma página com orientações práticas costuma ser mais útil do que um manual extenso. Isso porque ele pode trazer como configurar a privacidade de um perfil, como conversar sobre desconhecidos sem assustar e o que fazer ao descobrir uma situação de risco.

Uso responsável de dispositivos dentro da escola

Segundo a pesquisa do Cetic.br, 37% dos usuários de 9 a 17 anos acessaram a internet na escola em 2025, contra 51% em 2024. A variação indica que as instituições revisaram suas regras, e vale registrá-las por escrito. 

Levando isso em consideração, a escola pode definir quando o aparelho é permitido, em quais espaços, com qual finalidade e quem responde pela supervisão em cada momento.

Regras por faixa etária evitam o erro de tratar uma criança de 7 anos como um adolescente de 16. Além disso, a rede Wi-Fi da escola, quando existe para os alunos, pode ganhar um filtro de conteúdo e revisão periódica. 

E, claro, o regimento interno e o contrato de prestação de serviços devem refletir o que foi combinado.

Canais de denúncia interna

Todo estudante precisa saber a quem recorrer e ter certeza de que será ouvido. Para isso, é importante contar com um canal de denúncia interna, podendo ser:

  • Um canal interno pode ser um formulário;
  • Um e-mail dedicado;
  • Uma pessoa de referência na orientação educacional, com opção de relato anônimo. 

O mais importante é que seja fácil de achar e que o retorno tenha prazo. Por trás do canal, a escola precisa de um fluxo definido. 

Isso significa definir quem recebe o relato, como registra, em quanto tempo responde, quando chama a família e em que situações aciona o Conselho Tutelar ou as autoridades. 

O que o ECA Digital muda para as escolas?

A Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, está em vigor desde 17 de março de 2026, tratando de segurança, privacidade, supervisão parental e responsabilização no ambiente digital. 

Seu alvo principal são as plataformas e os provedores de serviços acessados por crianças e adolescentes, que passam a responder pela proteção desde a concepção de seus produtos.

Isso não transforma a escola em provedora de tecnologia. Mas o dever de cuidado do Estatuto da Criança e do Adolescente continua em vigor no ambiente digital, e a omissão diante de um risco conhecido pode gerar responsabilização civil ou administrativa. 

Logo, vale pedir ao jurídico do mantenedor uma leitura da lei aplicada à realidade da escola, já que a regulamentação complementar segue em andamento.

Responsabilidade compartilhada entre escola e família

O princípio que organiza o debate é o da responsabilidade compartilhada. Famílias supervisionam o uso em casa; a escola educa, previne e acolhe no seu espaço; e as plataformas respondem pelos produtos que oferecem. Ninguém sai da conta e ninguém carrega tudo sozinho.

Na prática, a escola protege a si mesma e aos estudantes quando documenta o que faz: ata de reuniões com famílias, regras publicadas, registros de atendimento e treinamentos da equipe. Esse histórico mostra boa-fé e organização.

O que revisar nos contratos e nas plataformas usadas com alunos

Toda ferramenta digital usada com estudantes merece um olhar de gestão. É interessante perguntar que dados a plataforma coleta, para quê, por quanto tempo e com quem compartilha. 

É indispensável também conferir se a política de privacidade fala de forma clara sobre crianças e adolescentes, e se o contrato com o fornecedor dialoga com a LGPD e com o novo estatuto.

Como o ambiente digital do SAS apoia o uso pedagógico seguro da tecnologia?

O SAS Educação nasceu dentro de uma escola, e isso explica o jeito de pensar tecnologia: com intencionalidade pedagógica. As soluções digitais da marca, entre elas o Eureka, complementam o livro didático com gamificação e trilhas de exercícios alinhadas à BNCC. 

Assim, o estudante usa a ferramenta para estudar, em um ambiente ligado ao currículo e ao acompanhamento da escola, e não para circular em rede aberta.

O acesso às soluções acontece pelo Portal SAS Educação, que concentra o uso pedagógico em um único ponto de entrada. Para o mantenedor, isso simplifica a gestão: em vez de dezenas de aplicativos soltos, a escola trabalha com um ecossistema que tem objetivo claro, conteúdo curado e uso acompanhado pela equipe pedagógica.

Consultoria e formação para colocar a política em prática

Ter regras no papel é o começo. Para sair do papel, a escola precisa de profissionais preparados. A consultoria pedagógica do SAS Educação acompanha a gestão de perto, com um plano de ação que combina conteúdo, tecnologia e serviços. 

Dessa forma, o consultor ajuda a traduzir as diretrizes de proteção para o projeto pedagógico de cada escola.

A formação continuada FOCOS completa o trabalho com cursos para os educadores. Uma equipe treinada reconhece sinais de risco, sabe como acolher um relato e conhece o fluxo que a direção definiu. Isso evita improviso nos momentos mais delicados.

Segurança digital começa com escola e família do mesmo lado

A segurança na internet para crianças não se resolve com uma regra única nem com uma proibição. Ela nasce de uma rotina de cuidado que une orientação às famílias, regras claras de uso, canais de relato e profissionais preparados. 

Com o ECA Digital em vigor, essa rotina também protege a instituição, porque mostra que a escola agiu com atenção e de forma documentada.

Logo, se a sua escola quer fortalecer a proteção digital dos estudantes com apoio pedagógico de quem nasceu na sala de aula, entre em contato com um especialista do SAS Educação e conheça como a consultoria, a formação continuada e as soluções digitais podem apoiar o seu projeto!

Perguntas frequentes sobre segurança na internet para crianças

A escola é responsável pela segurança digital dos alunos?

A escola responde pelo cuidado dos estudantes no seu ambiente, inclusive o digital, e deve agir com atenção diante de riscos que chegam ao seu conhecimento. 

A supervisão do uso fora da escola continua com a família, e as plataformas respondem pelos serviços que oferecem. 

O ECA Digital vale para escolas particulares?

A lei trata de serviços digitais acessados por crianças e adolescentes e reforça a responsabilidade compartilhada entre família, escola, sociedade e plataformas. 

Escolas particulares fazem parte dessa rede de proteção e precisam observar o dever de cuidado, a LGPD e as boas práticas de tratamento de dados dos estudantes. 

Com que idade a escola deve começar a falar de segurança online?

A conversa começa cedo e muda de tom conforme a faixa etária. Na Educação Infantil, o foco está em tempo de tela, conteúdo adequado e o hábito de contar a um adulto quando algo incomoda. No Fundamental, entram privacidade, desconhecidos e respeito nos grupos de mensagens. No Ensino Médio, o debate chega a exposição de imagem, golpes e saúde emocional.

Avalie
Deixe seu comentário