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Os exames de seleção para as universidades estão se aproximando, e o bom desempenho dos alunos na redação de vestibulares deve ser visto como um ponto de atenção fundamental na estratégia das escolas.  

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Falar sobre as redações de vestibulares sempre foi algo difícil. Esta etapa das avaliações possui grande impacto na nota final do aluno e requer bastante prática por parte dos estudantes, o que gera forte tensão e insegurança nesta reta final.  Mas não é só o aluno que é impactado pela importância da redação nos vestibulares, os professores também, uma vez que precisam passar por intensa preparação e constantes atualizações, a fim de garantir o melhor auxílio aos alunos nesta jornada. 

Para tratar do tema, o SAS Cast recebeu a Larissa Souza, Supervisora do laboratório de redações do Colégio Ari de Sá, o professor do PPA em Brasília, Rafael Riemma, e o diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS, Ademar Celedônio, para um bate-papo sobre os principais aspectos das redações dos vestibulares. 

Como trabalhar temáticas sem tentar adivinhar o tema da prova? 

Neste quesito, ambos professores falam que o principal para garantir uma boa nota na redação não é saber o tema, mas estar familiarizado com a estrutura da redação, principalmente, a do ENEM, que segue sempre a mesma lógica de dissertação. Quando o estudante domina a estrutura e as regras pelas quais ele será avaliado, não há necessidade de adivinhar o tema com antecedência. 

O laboratório de redação realmente é uma necessidade nas escolas? 

Larissa considera o laboratório fundamental para garantir uma boa escrita do aluno. No colégio Ari de Sá, o laboratório funciona a partir do fundamental I, com o objetivo de desenvolver uma boa escrita no estudante, desde cedo. Para a professora, a redação é muito importante e engloba muito mais aprendizados do que, apenas, o vestibular, afinal, o aluno precisa dominar a escrita em todas as áreas do conhecimento. 

Para complementar, Larissa pontua que é essencial que o laboratório dê continuidade ao que foi desenvolvido em sala de aula, uma vez que os ambientes precisam estar alinhados para não confundir o estudante. 

Segundo os especialistas, possuir um laboratório de redação na escola é um bom caminho para fortalecer a escrita do aluno, gerando bom desempenho na redação de vestibulares.

Como os laboratórios de redação têm se adaptado a esses tempos de distanciamento? 

No PPA, em Brasília, os alunos continuaram escrevendo suas redações e treinando, mesmo durante o período remoto. Para Rafael, esse treino regular é essencial e deve ser contínuo, pois, a partir do treino constante é que ocorre a melhora na qualidade de escrita do aluno. Para auxiliar no recebimento e correção das redações nesse período, o PPA está utilizando uma plataforma on-line. 

Já no colégio Ari de Sá, as produções de texto foram realizadas, inicialmente, via e-mail. Entretanto, passaram a ser feitas via chamada de vídeo. De acordo com a professora Larissa, o número de atendimentos aumentou surpreendentemente com o novo modelo, representando número superior aos atendimentos realizados em 2019. 

Como determinar um equilíbrio entre oralidade e rebuscamento? 

Para o professor Rafael, precisão vocabular, linguagem clara e objetiva, valem mais do que o rebuscamento. Ele complementa dizendo que, embora o nível de linguagem do aluno seja avaliado, é importante que o aluno saiba se expressar e mantenha sua linguagem uniforme durante o texto. Muitas vezes, os estudantes utilizam uma linguagem rebuscada que não se mantém no restante da redação. 

É importante o professor de redação estar na banca de correções do INEP? 

Há alguns anos, para participar da correção das redações do ENEM o professor precisava ser convidado. Recentemente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) tornou mais acessível fazer parte da banca corretora, na qual é necessário se inscrever e passar por uma seleção, que dará acesso ao curso preparatório. Os professores serão avaliados ao final deste curso, e os que passarem tornam-se corretores. 

Larissa, como supervisora do laboratório do Ari de Sá, incentiva que todos os seus 16 professores façam, pelo menos, o curso preparatório. Para ela, esse curso os mantém atualizados em relação ao que será cobrado na redação de vestibulares e os capacita, ainda mais, para corrigir os materiais dos alunos.  

Para concluir, o professor Rafael comenta a importância do INEP ter divulgado em seu portal on-line, pela primeira vez, o manual dos avaliadores, mostrando, de forma mais clara, qual olhar que o corretor tem na dissertação do ENEM. De acordo com o professor do PPA, esse conteúdo é um verdadeiro “tesouro” na mão dos professores, visto que, agora, eles poderão orientar seus alunos com maior precisão. 

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